Maior uso das redes sociais: jovens mais ansiosos?

Há uma crescente preocupação na comunidade médica de que um aumento do tempo passado nas redes sociais, tenha um efeito negativo na saúde mental das nossas crianças e jovens. Alguns estudos sugerem que as crianças que passam mais do que três horas por dia nas redes sociais, apresentam uma maior probabilidade de desenvolver problemas como depressão, comportamentos agressivos, ansiedade e padrões antissociais.

Como é que isto acontece? O efeito das redes sociais na saúde

Parte destas conclusões advêm dum estudo publicado no JAMA Psychiatry, que inclui uma amostra de mais de 6.000 jovens norte-americanos, que reportaram o tempo passado em redes sociais e os problemas de saúde mental de que sofriam. O que se descobriu foi que havia uma correlação entre este uso de redes sociais e uma maior taxa de problemas de saúde mental. Isto verificou-se mesmo quando se controlaram variáveis como um historial de doenças mentais.

redes sociais e ansiedade

Outros estudos encontraram padrões similares. Embora seja difícil separar correlação de causalidade em muitos destes casos, os números, contudo, são alarmantes. Um estudo de 2017, que analisou estudos do 8º ao 12º ano, concluiu que os seus sintomas depressivos aumentaram 33% entre 2010 e 2015.

O próprio autor principal do estudo, Jean Twenge da San Diego State University, concluiu que existe uma correlação entre a utilização de smartphones e o aumento da depressão entre os jovens.

O Facebook é mais viciante que o tabaco?

Sim, essa parece ser a conclusão dum estudo da Universidade de Chicago. De acordo com este estudo, a necessidade de ir ver o Facebook foi quase impossível de resistir para muitos dos envolvidos no estudo. Como é que foi conduzido o estudo? Aos indivíduos (entre os 18 e os 25 anos) foi-lhes entregue Blackberries, aos quais os investigadores depois enviaram mensagens e mediram a necessidade de verificar as redes sociais. Descobriram que a vontade de ir ver as mensagens era demasiado forte.

O que podemos fazer?

A tecnologia no geral e as redes sociais em particular podem ser usadas como ferramenta para fazer o bem. Ajudam a ligar pessoas e ideias, e há causas que podem ser levadas avante por elas. No entanto, há uma tendência alarmante que se começa a mostrar, especialmente entre crianças e adolescentes (no entanto, outras faixas etárias não estão isentas de riscos).

Nós como comunidade, pais, médicos, psicólogos, devemos primeiro reconhecer este problema como algo com que necessitamos de lidar. E, depois, devemos começar a agir. Com os dados disponíveis, podemos concluir que algo não está certo e, a partir daí, devemos guiar os nossos jovens para um caminho melhor. Mas só o conseguiremos se trabalharmos em conjunto.

E é por causa disto que, mais do que nunca, precisamos da vossa ajuda. A vossa generosidade é da maior importância para o nosso projeto. Se quiserem fazer parte deste movimento, e ajudar os jovens a fazer melhor uso das redes sociais, evitando perigos para a sua saúde, pedimos-lhe um donativo para que consigamos colocar este problema na agenda pública. O tempo para agir ainda não se esgotou!

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